20/12/2010 - DFTV 1ª Edição
Levantamento mostra que 44 mil pessoas trabalham diariamente no SIA. A maioria usa o transporte público para ir ao trabalho e quem vai de carro não tem onde estacionar.
O SIA cresceu tanto que, desde 2005, é uma cidade com administração independente do Guará. No local encontra-se todo tipo de serviço e comércio.
São quase 2,6 mil empresas, a maioria do setor varejista (61%). Em segundo lugar está o ramo de transformação: móveis, materiais de construção e gráficas (39%). Logo depois, prestação de serviços (23%).
Ao todo, 44 mil pessoas trabalham no SIA, a maioria é homem: 66%. E o transporte público é o meio usado pela grande maioria para chegar ao lugar.
O primeiro censo da região deixa claro que o SIA não tem mais pra onde crescer. “Ele não tem mais espaço para crescer. Só se for vertical, e essa opção é impossível, seria um caos”, afirma o presidente da Codeplan, Edilberto Braga.
Originalmente, o SIA nasceu para receber grandes indústrias e se previa o tráfego de caminhões pesados no setor. O comércio foi ficando tão intenso que o espaço para manobra de carretas passou a ser usado por carros pequenos.
Hoje, estacionamento também é problema sério. “Nunca tem vaga. É preciso dar muitas voltas para chegar ao local desejado”, diz a gerente Célia Teves.
O transporte público é outra dificuldade. “Não têm ônibus direto. São poucos que fazem o percurso. A parada está sempre cheia e se perder o ônibus, demora a passar outro”, relata uma mulher que trabalha no SIA.
O presidente da Associação das empresas do setor, Hélio Aveiro, também reclama da falta de policiamento e só vê uma solução. “Já existem projetos para a construção de um Batalhão da Polícia Militar entre os setores de Indústrias e o de Construtoras, o que deverá ajudar segurança”, fala.
Muitas empresas estariam saindo do SIA por falta de espaço e policiamento.
Renata Costa / Salvatore Casella
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