sexta-feira, 27 de agosto de 2010

EPTG terá vias marginais interditadas por um mês a partir deste sábado



Publicação: 27/08/2010 14:04 Atualização: 27/08/2010 20:13 - Estradas Parque
A partir deste sábado (28/8), as vias marginais norte e sul da Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG), próximo ao viaduto de Águas Claras, serão interditadas. Todo o fluxo será direcionado para as vias expressas. Outra mudança ocorrerá no acesso à Estrutural, próximo ao viaduto da Estrada Parque Vale (EPVL ou pista do Jóquei), onde os motoristas terão de pegar um desvio para acessar a EPVL, e não mais passar por baixo do viaduto da pista. As modificações devem durar 30 dias e são necessárias para a conclusão dos trevos na EPTG.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes, os motoristas com destino às colônias agrícolas Samambaia e Vicente Pires, pela pista expressa Norte (sentido Plano Piloto/Taguatinga), terão acesso pelo Taguaparque. 

Condutores que quiserem ter acesso a Águas Claras e pegarem a pista expressa Sul (sentido Taguatinga/Plano Piloto) podem optar pela via do Taguatinga Shopping ou pelo viaduto Israel Pinheiro. Quem vier de Taguatinga e quiser acessar a Estrutural deve utilizar o retorno provisório após o viaduto da EPVL, pois o desvio atual será fechado.

Não haverá alterações no tráfego para os motoristas que vêm das pistas do Lúcio Costa, Guará e outras regiões ao longo da EPTG.

Nova Rodoviária completa um mês



25/08/2010 = Jornal de Brasília

Quando Marcos Antônio Carvalho Santos de 23 anos chegou a Brasília, para passar as férias, ficou surpreso. Acostumado a desembarcar na antiga rodoviária da cidade, o estudante ficou deslumbrado com o novo espaço. “A nova Rodoviária Interestadual é bem diferente da antiga”, elogiou. “O espaço é limpo, e a estrutura, bem moderna. É um cartão postal da cidade”.
Em funcionamento há um mês, desde 25 de julho, a nova Rodoviária Interestadual de Brasília recebe passageiros que chegam de (ou seguem para) diversas cidades do País. O espaço amplo e moderno foi construído na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), ao lado da Estação Shopping do metrô.
O local, que tem 20 mil metros quadrados de área construída, conta com 32 boxes para ônibus e 10 estabelecimentos comerciais (incluindo lotéricas, lojas e livrarias), além de diversos serviços, como bancos e guarda-volumes.
Balcão de informações
Para tirar todas as dúvidas dos usuários, um grande balcão de informações foi instalado no centro do terminal. Patrícia de Jesus, de 27 anos, atende no local desde a inauguração. “Alguns pedem informações em inglês e espanhol”, detalha Patrícia. “Outros pedem orientações sobre a saída e chegada dos ônibus, além de orientações sobre a localização da estação do metrô”.
O representante comercial Antônio Eurismar, 45 anos, desembarcou na quinta-feira (19) na nova rodoviária, para visitar parentes na capital. Para ele, a localização é a melhor qualidade do novo terminal. “O local está centralizado e seguro”, comenta. “Aqui, os passageiros poderão tomar seus destinos com mais segurança e facilidade, graças à proximidade do Metrô e do ponto de ônibus”.
O gestor do contrato, Antonino Alibrando, afirma que o número de passageiros cresceu e já supera as perspectivas. “Esperávamos 2,3 mil usuários por dia, mas três mil passageiros já circulam diariamente pelo terminal”, comenta. “Isso demonstra que a população está utilizando ainda mais o novo espaço”. Conforme a estimativa de Alibrando, o local devera receber aproximadamente 90 mil passageiros por mês – a capacidade de atendimento é de cerca de 140 mil pessoas.
No saguão do terminal, foi instalado um belo painel, com uma foto aérea de Brasília. A imagem, que mede quatro metros de altura por 40 metros de comprimento, atrai a atenção dos turistas e passageiros que circulam pelo local.
Terminal verde
Antonino Alibrando conta que a ideia do consórcio vencedor da licitação foi unir tecnologia de ponta e sustentabilidade. Segundo Alibrando, o conceito fez da nova rodoviária uma das mais modernas do País. “O projeto permitiu maior qualidade de serviço ao usuário, graças a utilização de tecnologias que facilitam a agilidade do serviço”, explica. “O ambiente se tornou mais agradável para o funcionário e para os passageiros.”
O projeto de adequação ambiental favoreceu a iluminação e a ventilação natural do espaço. Os aparelhos de ar-condicionado foram substituídos por climatizadores, reduzindo, assim, o consumo de energia elétrica. As águas pluviais são reaproveitadas para limpeza e irrigação. “A manutenção elétrica e hidráulica é feita pelo subsolo, para não incomodar os usuários”, diz Alibrando.
A utilização dos recursos naturais rendeu à nova rodoviária a etiqueta A em conservação de energia, do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). No total, apenas 11 prédios no Brasil já contam com o selo.
Agilidade e pontualidade
A tecnologia adotada no terminal também trouxe diferenciais em relação aos serviços oferecidos na antiga rodoviária. As informações sobre horários de chegada e partida dos ônibus, por exemplo, são disponibilizadas pelo sistema de telões, da mesma forma que nos aeroportos.
Outra novidade são as catracas eletrônicas, que agilizam o atendimento das empresas e reduzem o tempo de espera dos passageiros. “A passagem vem com um bilhete eletrônico que dará acesso às plataformas”, diz Antonino Alibrando. “Assim, os acompanhantes não podem mais ir até o embarque junto aos viajantes”. A medida aumenta a segurança e a pontualidade na chegada e partida dos ônibus.
Serviço
Tudo o que você precisa saber sobre o novo terminal rodoviário de Brasília
Passagens
Trinta e nove empresas de ônibus interestadual operam operar no local. As companhias contam com bilheterias individuais e personalizadas.
Comércio
Cafés, lanchonetes, restaurantes, locadora de automóveis, lojas de presente, joalheria, sorveteria, loja de moda íntima, livraria, revistaria e lotérica.
Serviços
Sanitários e fraldário gratuitos, serviço de banho com sabonete e toalha inclusos (por R$ 6,00), bicicletário, carrinhos gratuitos para transporte de bagagens, guarda-volumes (R$ 3 por oito horas).
Bancos
Caixas eletrônicos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal funcionam 24 horas. Outro terminal 24 horas, que atende a usuários de vários bancos também é oferecido aos usuários da nova rodoviária.
Como chegar
Ônibus - Para melhorar o acesso à nova rodoviária, o DFTrans criou duas novas linhas de ônibus. A linha 108.8 percorre o trajeto Rodoviária Interestadual, Estação Shopping do Metrô, Fórum, Terminal da Asa Sul e Rodoviária do Plano Piloto, passando pela W3. Por dia, são feitas 59 viagens. Já a linha 108.9 opera como um transporte circular, entre a Rodoferroviária e a nova rodoviária, passando pela Candangolândia. Neste trecho, são feitas 10 viagens por dia.
Metrô - Localizada há poucos metros da nova rodoviária, a estação Park Shopping atende das 6h às 23h30, de segunda a sexta-feira, e das 7h às 19h, aos sábados, domingos e feriados. A operação do Metrô obedece a intervalos regulares entre os trens, que variam de 4min35 a 21 minutos, dependendo da estação, do dia e do horário.
Automóvel - Para chegar à nova rodoviária, quem utiliza carros de passeio deve acessar a via EPIA, em frente ao Park Shopping. No início de agosto, a via recebeu mais sinalização e modificações para melhorar o acesso dos motoristas à Rodoviária Interestadual. Foram instaladas mais nove placas de sinalização nas proximidades do local, totalizando 33 na região. O retorno próximo ao Park Shopping, no sentido Plano Piloto/Núcleo Bandeirante, foi fechado para não confundir os motoristas.
Táxi - A nova Rodoviária Interestadual conta com um ponto de táxi com 30 carros disponíveis.
Estacionamento
A nova rodoviária conta com dois estacionamentos. O privado tem 160 vagas e, por enquanto, a estadia não está sendo cobrada. Outras 65 vagas públicas estão à disposição dos passageiros no estacionamento público. Há ainda sete vagas para embarque e desembarque, logo na entrada do terminal.
Acessibilidade
A Rodoviária Interestadual é totalmente acessível aos portadores de necessidades especiais. No local, não há degraus, e os corrimões são compostos de placas em braile, no acesso do limite da rua até a porta do terminal. No novo espaço há também telefones públicos para pessoas com baixa estatura e com deficiência auditiva.
Segurança
O terminal dispõe de circuito interno de TV, postos de atendimento da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Polícia Militar e do Juizado da Infância e Assistência Social.

Águas Claras: Moradores querem, mas não conseguem usar transporte público


Home > Bom Dia DF > 27/08/2010 > Reportagem

A cidade tem alta densidade populacional, mas o transporte público não consegue dar vazão ao fluxo de moradores. Para quem utiliza carro, os engarrafamentos são um problema diário.

A 20ª Região Administrativa do DF começou a ser construída na década de 90 e não parou mais. Águas Claras é um dos maiores canteiros de obras do país, uma cidade com 180 mil moradores e prédios que alcançam até 28 andares. A principal via de acesso é pela EPTG, que fica congestionada nos horários de pico. A alternativa para fugir dos engarrafamentos é o metrô, que tem 43 quilômetros de linha e corta a cidade. Esse é o meio de transporte para 150 mil pessoas, a exemplo do funcionário público Rudimar Balen. Ele sai de casa para o trabalho às 8h. A equipe do Bom Dia DF embarcou com ele. “Já combinei para chegar mais tarde no trabalho porque é um horário que o metrô está menos cheio. Minha esposa, que trabalha mais cedo, deixou de usar o metrô por causa da superlotação”, conta. Outros passageiros fazem coro com as reclamações de Rudimar. 

“Todo dia a gente leva encoxada, fico segurando a bolsa, não consigo nem respirar direito”, diz a jornalista Helena de Almeida Hirber. “Se a pessoa está com pressa, força a barra e entra. E vamos todos feito lata de sardinha. Já vi muita discussão”, relata o técnico administrativo Jaron Zago. As pessoas que preferem usar o transporte público para trabalhar no Plano Piloto enfrentam outro desafio. Quem faz a opção pelo metrô e mora longe acaba indo de carro até a estação. Só que depois das 8h, é muito difícil encontrar uma vaga para estacionar. Além da rua, os motoristas disputam espaço num terreno que fica em frente à estação. “A pessoa chega, não encontra vaga, fica rodando e acaba seguindo com o carro até o destino”, diz a professora Tereza Leão. De acordo com o especialista em transporte público Arthur Moraes, que pesquisa o tema há 17 anos, é preciso construir corredores exclusivos para coletivos e a ampliar a integração metrô-ônibus. “É preciso ter integração. Hoje, sem a integração, se a pessoa tiver que pegar dois ônibus, é mais barato ir de carro”, afirma. Nestas eleições, a possibilidade de mudança também está nas mãos dos 24 mil de Águas Claras, que vão levar para as urnas a esperança de um futuro melhor. “O grande desafio do novo governante é investir no transporte público. Hoje a gente vê viadutos sendo construídos e rodovias sendo ampliadas para que mais automóveis cheguem ao Plano Piloto. E no Plano Piloto, onde vão ser estacionados esses automóveis?”, ressalta Rudimar. Reportagem: Flávia Marsola Imagens: Rafael Sobrinho Produção: Stephanie Alves 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Nova Feira da Torre deve ser inaugurada em 40 dias

Reportagem - Bom dia DF - 24/08/2010

GDF promete divulgar, nesta sexta-feira, a lista dos artesãos que terão direito a um box no novo espaço. Entre os feirantes, ainda há resistência contra a mudança.
O espaço onde funcionará a nova feira ainda está em obras, mas a previsão do GDF é de que em até 40 dias os feirantes sejam transferidos para a nova área. Cada um terá direito a apenas um box. A lista com os nomes dos artesãos escolhidos deve sair na próxima sexta-feira.

Para ser contemplado é necessário que o candidato tenha uma banca na feira atual. Ele também precisa ter aberto um processo administrativo pedindo a transferência. O feirante terá que comprovar que é artesão ou expositor.

Além disso, o candidato não poderá ter box em nenhuma outra feira da cidade e nem ser servidor público.

Quem já trabalha na Feira da Torre resiste à mudança. Há o receio que o movimento no novo espaço diminua. “A feira atual fica no caminho para o turista subir para o mirante. Logicamente, ele passa nas barraquinhas e olha as lembranças”, explica a feirante Elenice Garcia.

O feirante Deicide Siqueira também está com receio de mudar. “Está bonito, mas nós não precisamos somente de beleza, precisamos ganhar dinheiro para sobreviver. No novo local, eu sei que não será legal”, relata.

De acordo com o GDF, se algum box não for ocupado, será feito um novo processo de escolha dos feirantes.

“Direito terão aqueles que preencherem os requisitos e a documentação. Havendo sobra de box, vamos providenciar a licitação, como pede a lei”, afirma o secretário de Governo Geraldo Lourenço.

A nova feira terá 600 boxes. Depois que sair a primeira lista, o governo divulgará os nomes dos feirantes que apresentaram documentação incompleta. Eles terão mais cinco dias para regularizar a situação e concorrer a um box.

Mais informações pelo telefone: (61) 2429-7400.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Quatro estádios da Copa podem ficar ociosos, diz TCU


Tribunal de Contas da União vê potencial de elefantes brancos em Natal, Cuiabá, Brasília e Manaus

Sede do TCU, em Brasília (crédito: Divulgação)
Portal da Copa 2014
Rafael Massimino - São Paulo
postado em 20/08/2010 17:43 h
atualizado em 21/08/2010 10:22 h
O Tribunal de Contas da União (TCU) alerta que ao menos quatro dos 12 estádios que serão construídos ou reformados para a Copa de 2014 podem se tornar elefantes brancos após o evento.

Relatório preparado em julho passado aponta que as arenas de Brasília (Mané Garrincha), Cuiabá (Verdão), Manaus (Arena Amazônia) e Natal (Estádio das Dunas), “locais com pouca tradição no futebol”, dificilmente cobrirão os custos de manutenção depois da Copa.

As quatro obras serão bancadas com recursos estaduais. Somadas, chegam a R$ 1,94 bilhão. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pode financiar até 75% desse valor, com juros abaixo do oferecido ao mercado, através da linha PróCopa Arenas, lançada em 2009.

“Em quatro cidades-sede observa-se que o risco da rentabilidade gerada pela arena não cobrir seus custos de manutenção é grande, tendo em vista o indicativo de que o faturamento seria insuficiente para propiciar adequado retorno ao investimento projetado, principalmente por serem locais com pouca tradição no futebol”, diz trecho do documento.

Grupo de risco
Para identificar o risco da construção de elefantes brancos, o TCU dividiu as sedes em três grupos. No primeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio e São Paulo, com público pagante e valor de ingresso altos, estão fora do grupo de risco. Também o grupo intermediário, com Curitiba, Fortaleza, Recife e Salvador tem chance de recuperar o investimento.

Segundo o tribunal, somente o grupo três, formado por Brasília, Cuiabá, Manaus e Natal corre o risco de construir elefantes brancos. Estas cidades recebem uma média de 800 a quatro mil pagantes por jogo, com ingressos em torno de R$ 4 a R$ 13. Para a Copa, construirão estádios com mais de 40 mil assentos.

“Observa-se, portanto, que o risco associado à construção de 'elefantes-brancos' nas quatro cidades do Grupo 3 pode ser considerado alto”, diz o relatório.


Alternativas
O tribunal também ressalta que, apesar do baixo público pagante, os custos de construção por assento dos estádios de Brasília, Cuiabá e Manaus estão entre os seis maiores da Copa.

O caso mais grave é o de Brasília, de acordo com o TCU, já que a capital não possui clubes de expressão, número expressivo de torcedores nem títulos nacionais de relevo. Mesmo assim, construirá um estádio para 70 mil pessoas ao custo de R$ 696 milhões –superado apenas pela reforma do Maracanã (R$ 705 milhões).

O comitê do Distrito Federal defende a construção do estádio com o argumento de que será um equipamento multiuso, ideal para a captação de shows internacionais. Brasília também pleiteia a abertura da Copa.

Diversificação também é a palavra-chave das outras três sedes. As alternativas ao futebol vão desde o uso como centro de convenções e universidade, em Cuiabá, até como palco de eventos carnavalescos, em Manaus.

Solução mais concreta será adotada no Estádio das Dunas e no Verdão, que terão sistemas que permitirão a redução de 10% e 23% dos assentos, respectivamente, depois da Copa.

domingo, 22 de agosto de 2010

Expansão luxuosa ao sul do Distrito Federal

CRESCIMENTO URBANO

Área em torno da DF-140, a cerca de 20 quilômetros da Ponte JK, transformou-se na menina dos olhos de grandes construtoras, que erguem dois condomínios no local. Um terreno que custava R$ 45 mil em 2003 hoje não sai por menos de R$ 360 mil
Helena Mader
Publicação: 22/08/2010 08:39 Atualização: 22/08/2010 08:48

 - (Monique Renne/CB/D.A.Press)
Cachoeiras, extensos espaços verdes, fazendas, criações de gado. Esse cenário que caracterizava a região sul do Distrito Federal começou a mudar. A área em torno da rodovia DF-140 — a cerca de 20 quilômetros da Ponte JK — se transformou no novo eixo de crescimento urbano da capital federal. No local, dois grandes condomínios de luxo já estão em construção e outros empreendimentos devem sair da prancheta em curto prazo. Postos de gasolina e até shoppings estão nos planos de empresários interessados em investir na região. O governo prevê que, dentro de um prazo de 30 anos, a área de 13 mil hectares terá cerca de 500 mil moradores. Hoje, pouco mais de 4 mil pessoas vivem nas cercanias da DF-140.

 - (Monique Renne/CB/D.A.Press)
Os terrenos da região sofreram uma valorização que impressiona até os especialistas. Em 2003, um lote no Condomínio Reserva Santa Mônica, um dos maiores da área, custava R$ 45 mil. Hoje, o mesmo terreno não sai por menos de R$ 360 mil: um aumento de 700% em apenas sete anos. Como a região não perdeu totalmente as características rurais, o clima bucólico é mais um diferencial que agrega ainda mais valor aos imóveis. Bem próximo dos novos parcelamentos está a cachoeira do Tororó, uma das mais conhecidas da cidade. O horizonte livre, coberto de matas, e o relevo de vales atraíram investidores e brasilienses interessados em um novo conceito de moradia.

Quando conheceu a região, a aposentada Mabir Santos, 63 anos, se assustou com a distância. Mas como a área ainda é pouco movimentada, o acesso é rápido. Em menos de meia hora, é possível transitar entre o centro de Brasília e a DF-140. Mas o que mais atraiu a aposentada foi a amplitude das áreas verdes. “Há um ano, comprei um lote de quase mil metros quadrados no Condomínio Reserva Santa Mônica por R$ 275 mil. Com esse dinheiro, eu só conseguiria comprar uma quitinete no Plano Piloto. Aqui, tenho muito espaço, além de segurança e áreas de lazer. Foi uma escolha que eu fiz e que muitas pessoas estão fazendo”, conta Mabir.

100% vendidos
 - (Monique Renne/CB/D.A.Press)
Além do Reserva Santa Mônica, outro grande empreendimento que se instalou na região foi o Alphaville. A empresa paulista, cuja marca é conhecida como sinônimo de terrenos luxuosos e espaçosos, decidiu investir em Brasília e escolheu a região sul do Distrito Federal. As vendas de imóveis começaram em julho e 100% dos 600 terrenos já foram comercializados. O grande interesse dos brasilienses mostra que a demanda por terrenos amplos e com infraestrutura, mesmo em regiões distantes do Plano Piloto, está em alta.

O acesso ao Condomínio Alphaville fica às margens da rodovia DF-140, mas os lotes estão localizados fora do território do Distrito Federal. Geograficamente, o parcelamento faz parte do bairro Jardim ABC, no município goiano. Mas, futuramente, com a consolidação da região, a tendência é que os dois territórios se integrem a tal ponto que ficará difícil estabelecer onde termina o DF e onde começa o estado de Goiás.

O diretor Comercial da Alphaville Urbanismo, Fábio Valle, conta que a empresa decidiu investir na região da DF-140 porque a área faz parte da estratégia de crescimento urbano da capital federal. “Apesar de estarmos a 28 quilômetros da Ponte JK, o acesso é bem mais rápido do que o de outras áreas do Distrito Federal. A rodovia é excelente e o trânsito flui com rapidez”, diz Fábio. “Além disso, a topografia e a vegetação também são grandes diferenciais. Mais de 90% dos nossos compradores declararam ter interesse em morar na região”, acrescenta o diretor comercial da empresa.

No Condomínio Alphaville, a valorização rápida dos lotes chama a atenção. No início de julho, quando o empreendimento foi lançado, o terreno de 600m² custava R$ 300 mil. Todas as unidades foram vendidas pela empresa e os imóveis em negociação atualmente já custam R$ 380 mil — um aumento de 26% em pouco mais de um mês.

Infraestrutura
O que chama a atenção no caso do Alphaville é que as obras de infraestrutura só ficarão prontas em dois anos. Até lá, os compradores não poderão construir nada na área. “Já estamos fazendo a terraplanagem e a infraestrutura será concluída o mais rápido possível. Quando isso acontecer, a valorização será ainda maior”, explica Fábio Valle. Além dos terrenos residenciais, o empreendimento terá ainda 32 mil metros quadrados de áreas comerciais, para que os moradores tenham acesso a serviços e produtos sem a necessidade de fazer grandes deslocamentos.

Já no caso do Condomínio Reserva Santa Mônica, a infraestrutura já está completa e 20 casas estão em construção. O parcelamento é um projeto da empresa JC Gontijo, que colocou à venda 850 terrenos no local. Desses, apenas 165 ainda estão disponíveis. Em 2003, quando a empreiteira negociou os primeiros lotes, antes das obras de infraestrutura, cada imóvel saía por R$ 45 mil. Hoje, depois do lançamento oficial e da construção do asfalto, da portaria, quadras poliesportivas e até mesmo de piscinas de uso coletivo, o preço subiu 700%.

O diretor da JC Gontijo, Rodrigo Nogueira, explica por que a empresa escolheu investir na região. “Essa é a última área nobre disponível dentro do Distrito Federal. O interessante é que o crescimento será organizado e planejado, com a realização das obras de infraestrutura necessárias. Mantivemos 50% da área preservada com matas e, além disso, cada terreno só pode ter 60% de sua área edificada. Dessa forma, os benefícios do contato com a natureza nunca serão perdidos”, afirma Rodrigo Nogueira.

sábado, 21 de agosto de 2010

DF tem melhor índice de saneamento básico do país

Home > DFTV 2ª Edição > 20/08/2010 > Reportagem


De acordo com o IBGE, 86,3% dos imóveis estão cobertos pela rede de esgoto. Em Goiás, apenas 33% dos moradores contam com saneamento básico.


O tempo é de seca, mas a água escorre pelas ruas. Água não, esgoto, que junto às fossas espalham mau-cheiro, atraem insetos e levam risco a saúde dos 50 mil moradores dos condomínios Sol Nascente e do Pôr do Sol, em Ceilândia. Nenhuma das casas nos dois condomínios têm rede esgoto.

“As fossas estão, geralmente, todas destampadas, causando foco de mosquitos. Quando elas enchem, elas transbordam sobre a rua e os carros levam [o esgoto] para todas as ruas”, afirma o comerciante Jailson Pereira.

Apesar dessa situação, o DF é a unidade da federação com melhor cobertura de saneamento. O esgoto é coletado em 86,3% das casas e comércio. Em seguida aparece São Paulo, com índice de 82,1%, e Minas Gerais, com saneamento em 68,9% das casas e estabelecimentos comerciais. A média de saneamento das cidades brasileiras é de 44%.

O estado de Goiás está abaixo da média nacional, apenas 33% da população conta com o serviço de saneamento básico. A explicação para isso é o crescimento desordenado de alguns municípios, como na região do Entorno. Em Águas Lindas, por exemplo, não há rede de esgoto.

Toda a população - de 200 mil habitantes - depende das fossas, que em muitos casos ficam ao lado de poços artesianos. A proximidade aumenta o risco de contaminação, como ocorreu no ano passado em uma escola no condomínio Jardim América, que teve um surto de hepatite.

Agora começaram as obras de saneamento, mas só metade da população vai receber o serviço, que deve ficar pronto em 2012. No caso do Pôr do Sol e do Sol Nascente, a administração de Ceilândia informou que a Caesb tem limitações para atuar em áreas ilegais.

Leonardo Ribbeiro / Marcone Pryston

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Custo de vida empurra migrantes para cidades do Entorno

Home > DFTV 2ª Edição > 18/08/2010 > Reportagem



Estudo do IPEA mostra que o fluxo de migração se inverteu: tem mais gente saindo do DF do que vindo para a cidade. O alto custo de vida tem levado as pessoas principalmente para o Entorno.

Os migrantes têm mais estudo do que no passado. 20% dos que migraram para a região Centro Oeste entre 2003 e 2008 cursou o primeiro ano de universidade. Em 1995, esse índice era apenas de 4%. 55% são trabalhadores informais, mais que a média brasileira.

A costureira Alda Gomes é conhecida no Pedregal, para onde se mudou há seis anos. Na cidade, comprou máquinas, contratou ajudantes e conseguiu muito serviço. Sucesso que ela não conseguiu durante os 20 anos que morou no Gama. A paulista veio para o DF em 1985 com dois filhos. “Brasília foi uma ilusão. Tenho conta bancária, limite legal, cheque especial, lá não tinha nada disso”, conta.

As cidades goianas do Entorno são as mais procuradas por quem deixa o Distrito Federal para viver em outro lugar - e não é pouca gente. Em 2008, 58 mil pessoas se mudaram para Goiás, três vezes mais do que o número de moradores daqui que foram para o DF.

“O quadrilátero no DF está cada vez mais caro, cada vez mais difícil morar aqui dentro. As pessoas saem porque é mais barato morar no Entorno”, explica o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Herton Ellery Araújo.

O fluxo da migração se inverteu a partir de 2001. Só da Paraíba, por exemplo, vieram três mil pessoas em 2008, mas quase seis mil foram pra lá. “Sempre tem percentual de pessoas que vem, consegue renda, mas não gosta da qualidade de vida e prefere voltar”, afirma o pesquisador.

De acordo com o IPEA, é considerado também o percentual de migrantes que, depois de conseguir uma renda melhor aqui no DF, acaba voltando para o estado de origem.

Renata Feldmann / Edvaldo Lachu

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Número de moradores de rua no DF aumenta em 40%

Home > Bom Dia DF > 11/08/2010 > Reportagem


Segundo estimativa da Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho, o DF tem 2,5 mil moradores de rua. Em um ano, houve um aumento de 40% no número de pessoas que não têm onde dormir.A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) calcula que, atualmente, cerca de 2,5 mil pessoas dormem nas ruas do Distrito Federal todos os dias. Em um ano, houve um aumento de 40% desse grupo da população. O albergue público tem capacidade para 400 pessoas e outros sete centros são conveniados para acolher quem não tem onde de dormir. Mas a maioria dessas pessoas prefere continuar na rua, onde, segundo eles, teriam melhor qualidade de vida. “A condição de vida que eles buscam é baseada no dinheiro recebido por vigiar carro, que é um dinheiro mais fácil, e nas doações que da população, que acaba incentivando a permanência dessas pessoas nas ruas”, afirma o coordenador de Ações Especiais da Sedest, Ivanildo Sales. Na quadra 308 Sul, o catador Gilson Rafael admite que tem casa e família no Céu Azu, mas passa a semana em Brasília. Ele fatura R$ 600 por mês com a venda de latinhas, por isso, não quer morar no albergue. “Eles não oferecem nada. Falta emprego, porque os salários são nivelados aos estudos. Quem tem pouco estudo, pouca documentação ou até já foi preso, fica numa situação mais difícil”, diz. Polyana dos Santos, grávida de quatro meses, diz que seus outros dois filhos foram levados pelo Juizado de Menores. Além do tinner, ela admite que usa outros tipos de droga. “Eles me ofereceram centro de recuperação por causa da crack. Mas fui algemada para a 1ª DP, junto com meus filhos”, conta. Para o delegado responsável pela operação de retirada dos moradores de rua na Asa Sul, coronel Lima e Silva, as ações do governo têm que ser mais amplas e permanentes. Ele defende uma política de moradia, educação e emprego para restituir a dignidade dessas pessoas. “À medida que o Estado conseguir fornecer a essas pessoas todos esses elementos de dignidade e humanidade, acreditamos que elas vão sair das ruas e vão para esses espaços onde serão mais felizes, onde recuperarão sua dignidade”, defende o coronel. Na segunda-feira, agentes da Sedest atuaram no Areal, próximo a Águas Claras. Eles disseram que foram recebidos a pedradas pelos moradores de rua. As operações vão continuar em todo DF.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

As primeiras obras viárias a serem entregues


(10/08/2010 - 16:00) - Jornal Da comunidade 


Uma das obras de destaque em termos de intervenção viária está em fase de conclusão na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA) – DF-003, onde está sendo aumentada sua capacidade no trecho que parte da Candangolândia e segue até o Balão do Torto. A via está recebendo novas faixas e baias para ônibus, bem como recapeamento de todo o asfalto, que não era renovado há mais de 25 anos, segundo o diretor do DER-DF. O investimento é de R$ 63 milhões.


Tanezini explica que a EPIA tem um tráfego muito pesado, sobretudo pela manhã e à noite, além dos horários de 
pico. “Essa rodovia tem uma característica de ser ligação do Sul com o Norte do País, por isso nela trafegam carretas, bitrens, essas carretas enormes, e o tráfego é muito pesado mesmo”, comenta. Para finalizar a obra resta um quilômetro de asfalto no trecho da Ponte do Bananal até a Granja do Torto, o que deve ser concluído ainda neste mês.  “Então nós teremos uma EPIA toda recapeada para durar aí pelo menos mais 10 anos. A previsão é inaugurar em outubro, com toda sinalização, com retornos, grama e meios-fios”, diz o diretor.
Estrada Parque Guará (EPGU) - DF – 051 – via que passa em frente ao Zoológico de Brasília – também está passando por ampliação. A obra conta com investimentos na ordem de R$ 25 milhões e compreende a duplicação de seus viadutos, a construção de vias marginais e o aumento das faixas de rolamento, além do recapeamento de todo o asfalto velho. Assim como a EPIA, está prevista para inaugurar no próximo mês de outubro.


Outro destaque entre as obras viárias é a execução na Estrada Parque Vicente Pires (EPVP) - DF – 097. A estrada, segue da EPTG até o Núcleo Bandeirantes cortando o Park Way, está sendo restaurada, duplicada e vai receber uma ciclovia de 8 quilômetros. “Com a ciclovia nós tiramos os ciclistas do compartilhamento com a rodovia e aumentamos a segurança deles”, observa o diretor do DER-DF, Luiz Carlos Tanezini. Segundo informou o diretor, a obra está em pleno vapor e envolve R$ 19 milhões com previsão para ser inaugurada em dezembro deste ano.


Na BR – 020, o DER-DF está construindo vias marginais e viadutos no trecho que segue do Posto Colorado até Sobradinho. “Estamos fazendo vias marginais, três viadutos para acabar com aqueles retornos e resolver os problemas daquele tráfego ali. E depois a duplicação de Planaltina ate a divisa com Goiás, até Formosa”, explica Tanezini. Segundo o diretor, estão sendo investidos R$ 73 milhões nos dois trechos que devem ser concluídos até o último dia de dezembro deste ano.


Ele explica que quando se trata de rodovia federal (BR), o DER faz convênio com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) para realizar a obra de forma delegada pelo fato de a rodovia estar no Distrito Federal. Segundo Tanezini, a única obra que está sendo executada diretamente pelo DNIT é a da BR – 070, no trecho que vai para Águas Lindas.


A preocupação com o acesso entre as cidades de Taguatinga, Samambaia e Ceilândia também mereceu destaque na relação de grandes obras do DER. Tanezini destaca a importância da construção do viaduto da QNL. “Nós estamos fazendo um viaduto enorme que já está todo concretado e pronto, estamos agora fazendo as alças de acesso. Ali tem congestionamento o dia inteiro. É um cruzamento de duas vias que tem um semáforo, então tem engarrafamento 24 horas por dia. Com esse viaduto, onde o investimento é de R$ 14 milhões, acabamos com a retenção de trânsito ali na região. Esse viaduto deve ser entregue em março do ano que vem”, informa.
Tanezini também ressalta a importância da obra na DF-459, onde estão sendo investidos R$ 30 milhões na ligação entre a BR – 050, que compreende Ceilândia e Samambaia, com a BR – 070 no Recanto das Emas.


A péssima qualidade dos serviços de transporte, o envelhecimento da frota de ônibus, a falta de integração do sistema, a concentração de empregos e serviços nas regiões centrais do DF, entre outros fatores, refletem no Sistema de Transportes Urbanos do DF e criam problemas como a superlotação dos ônibus, engarrafamentos, maior tempo de deslocamento e irregularidades no cumprimento de horários. Pensando nisso, o Governo do Distrito Federal, antes de começar as inúmeras obras viárias que estão espalhadas pela cidade, desenvolveu o Brasília Integrada, Programa de Transporte Urbano que tem como principal objetivo promover a mobilidade no DF, ou seja, criar um conjunto de políticas de transporte e circulação que visa proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos não-motorizados e coletivos de transporte, que não gere desagregações espaciais e seja socialmente inclusivo.


Com um transporte público de qualidade, muitas pessoas podem deixar os carros estacionados em casa e optar pelos veículos coletivos como ônibus e metrô para se deslocar até o local de trabalho. Com isso, o fluxo de carros nas ruas diminui, o que acaba diminuindo também os congestionamentos, e  por consequência, deixando o trânsito mais livre.


As intervenções do Brasília Integrada envolvem a duplicação de vias, criação de corredores e faixas exclusivas para trânsito preferencial de ônibus e melhorias do trânsito, do tráfego, e das condições de segurança do sistema. Além disso, serão pensadas estratégias para racionalizar a localização dos radares e barreiras eletrônicas e adotar critérios que priorizem a educação no trânsito, a redução de acidentes em vez da arrecadação de multas. Também está previsto fazer a expansão de 3,8 Km da Linha 1, concluir 13 estações e ampliar o seu horário de funcionamento. Outra obra será a Interbairros que fará a ligação entre o Plano Piloto/Guará/Águas Claras e Taguatinga Sul. A ampliação da capacidade de transportes dos eixos de ligação do Plano Piloto com as cidades-satélites e a construção do anel rodoviário do DF são outras medidas previstas para o desenvolvimento do Distrito Federal.

Rosso traz projetos para o DF na volta da viagem à Europa

JORNAL COLETIVOData: 06/08/2010

Governador retornou ontem de tour pela França e Holanda, depois de conhecer diversos projetos a serem implementados em Brasília
O governador Rogério Rosso (PMDB) voltou, ontem, da viagem à Europa e trouxe projetos que pretende implementar em Brasília. Em coletiva realizada na sua casa, Rosso apresentoiu os projetos.
O primeiro item abordado foi o empréstimo conseguido com a Agência Francesa de Desenvolvimento, de R$ 330 milhões, para a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Como o empréstimo é internacional, precisa ser aprovado pelo Senado, que tem até o dia 2 de setembro para tratar da matéria. Para Rosso, o VLT “vai transformar a cidade”.
Em seguida, o governador tratou da construção de um parque de ciências baseado no La Villete, parque francês voltado para o público infantil que, segundo explicou Rosso, ensina ciências às crianças sem elas perceberem. Ele e Ivelise aventaram a possibilidade de usar a estrutura da Rodoferroviária para abrigar esse parque. A vice-governadora explicou que o turismo em Brasília é de negócios, e acontece de terça a quinta-feira. Para os dois, é preciso trazer outro tipo de turismo, o “cívico”. Rosso ressaltou que o parque La Villete recebe nove milhões de turistas por ano, enquanto apenas cinco milhões de pessoas visitam o Brasil ao ano. Ele afirmou ainda que a implementação do parque será iniciada até dezembro, ou seja, durante o mandato dele.
Também foi destaque a viagem à Holanda, onde, além de visitar o estádio Amsterdan Arena, que servirá de modelo para o Mané Garrincha, Rogério Rosso conheceu uma usina onde o lixo é 99% reciclado e transformado em energia e material de construção. Rosso afirmou que, ainda que a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) esteja trabalhando na licitação de um aterro sanitário, esse não é suficiente. Portanto, o governador pretende implantar essa usina em Brasília, agregando-a ao aterro. O governo procura agora empresas interessadas em tocar esse projeto, que deverá custar mais de R$ 800 milhões, como uma parceria público-privada (PPP).
Rosso tranquilo com processo do MP-DF
O governador afirmou ainda, durante o encontro com a imprensa, que está tranquilo com relação ao processo do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) movido contra ele por improbidade administrativa. O processo foi aberto porque a Promotoria de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) alega que Rosso destituiu uma ação da Agência de Fiscalização do DF (Agefis), que fechava estabelecimentos de ensino.
As faculdades que seriam fechadas estavam com os mesmos problemas de mais de 11 mil estabelecimentos comerciais que tinham alvarás precários e foram fechados pela Agefis. Porém, Rosso entende que a educação é questão de Estado. Ele afirmou ainda que conversou com o comitê jurídico e “já há uma decisão judicial” para que as faculdades sejam abertas. De fato, há decisão na Justiça determinando que faculdades permaneçam abertas em casos como esse. O governador argumenta ainda que não suspendeu o processo de regularização do estabelecimento em questão, apenas evitou que ele fosse fechado na véspera do vestibular.
Ele assegura que o governo cumprirá qualquer decisão da Justiça, mas invocou o “princípio da razoabilidade” para tratar da questão, afirmando que “quando se fecha escolas, hospitais e outros que são de responsabilidade do Estado, há respaldo (na ação do Governo), pois se está pensando na população, que é a mais prejudicada”.
Nova fábrica no DF
Outra novidade é uma negociação, que vinha correndo em sigilo e que foi divulgada ontem, com a New Generation Aircraft, fabricante de aviões. A empresa pretende montar uma fábrica para seus novos modelos, e há uma intenção, formalizada na quarta-feira (4), de que essa fábrica seja feita em Brasília. Segundo Rosso, isso transformará o perfil econômico de Brasília, pois uma estrutura dessas envolve trazer também fornecedores, entre outros fatores.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Feirantes de Brazlândia reclamam de exposição ao sol

Home > DFTV 1ª Edição > 09/08/2010 > Reportagem


Há catorze anos, comerciantes e clientes se queixam desse mesmo problema. Administração já recebeu recursos para a obra de cobertura, mas início do trabalho está emperrado na burocracia.O segredo para vender frutas boas na feira da Vila São José, em Brazlândia, é molhar constantemente os produtos. “Tenho que ficar molhando porque os clientes não gostam de ver mercadoria suja e feia”, fala um feirante. “A feira é muito boa, eu gosto. Mas falta a cobertura”, opina a dona-de-casa Edinalda Silva. E para banana cair no gosto do cliente, tem que ser vendida logo cedo. “Tenho que vender até as 11h, senão já era. Tem que doar ou vender mais barato”, afirma Socorro Loureiro. Além de vender o peixe, o feirante Luiz Fernando Barroso precisa ficar de olho no sol para manter a mercadoria em boas condições. “Toda hora tem que ficar cobrindo, colocando e tirando gelo. Melhoraria muito se botassem a cobertura”, fala. Os clientes nem passam muito tempo na feira. “Não tem banheiro para usar. E a feira está muito suja”, reclama uma visitante. A feira até tem banheiro; construído com madeirite pela associação de feirantes.


Há um mês, o DFTV esteve na feira e ouviu do administrador de Brazlândia a promessa de que a cobertura e os banheiros começariam a ser construídos. “Vamos providenciar a licitação e, de imediato, já começaremos o processo de construção, que inclui também a administração da feira e os banheiros para o setor”, prometeu o administrador. Desde julho a administração tem dinheiro no caixa para a obra - R$ 300 mil que saíram de uma emenda parlamentar, mas, até agora, nem sinal da obra. O diretor de Obras da administração, João de Deus, culpa a burocracia e promete uma nova data. “Com certeza, até o dia 10 de setembro, as obras estarão iniciadas”, se compromete.


http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1612345-10039,00-FEIRANTES+DE+BRAZLANDIA+RECLAMAM+DE+EXPOSICAO+AO+SOL.html

domingo, 8 de agosto de 2010

Comunidade de Monte Alto reivindica que o município goiano passe a fazer parte do DF


Desde os anos 80, quando começou a ocupação, faltam serviços básicos

Mara Puljiz - Correio Braziliense
Publicação: 06/08/2010 08:23
O local tem ares de cidade do interior, mas nem por isso a vida local é pacata: além da qualidade duvidosa da água, problemas de segurança fazem parte do dia a dia dos moradores - (Monique Renne/CB/D.A Press


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O local tem ares de cidade do interior, mas nem por isso a vida local é pacata: além da qualidade duvidosa da água, problemas de segurança fazem parte do dia a dia dos moradores
Com aproximadamente 10 mil habitantes, Monte Alto, distrito de Padre Bernardo, em Goiás, ainda sofre com a falta de infraestrutura. Além de policiamento e transporte escassos, os moradores convivem com o medo de contrair doenças como a hepatite. A água que abastece as casas, segundo a comunidade local, está poluída com lixo, dejetos de animais e defensivos agrícolas. Coceiras e dores de estômago são comuns em crianças e adultos na localidade. O pedaço de terra fica distante 25km de Brazlândia e 65km da sede urbana, mas ainda não está no mapa do Brasil. Por causa da maior proximidade com o Distrito Federal, moradores da região começaram, nesta semana, a fazer um abaixo-assinado para a área deixar de ser responsabilidade do município goiano e passar a ser atendida pelo DF.

A comunidade pretende entregar a solicitação ao governo federal, mas para isso seria necessário fazer um novo zoneamento geográfico. No mapa, Monte Alto aparece como uma fazenda, no alto de uma chapada — daí a razão do nome. O chacareiro Jesuíno Caldeira Quintal, 74 anos, é o morador mais antigo da região. Ele se mudou de Ceilândia para a localidade em 1986 e conta que no espaço existiam apenas três barracos feitos de tábua. O proprietário da fazenda se chamava João Galetti, e o terreno tinha o nome de Fazenda Desterro. “Ele era dono de imobiliária e picotou toda a terra para vender”, contou Jesuíno.

A partir de então, dezenas de famílias começaram a habitar as pequenas chácaras que estavam sendo formadas. “Nós existimos, mas no mapa continuamos sendo um pedaço de terra”, explicou. O distrito foi criado por lei, em 2007, e é reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas nem toda a divisão geográfica aparece no mapa do país.

Carteiros não chegam a Monte Alto. As correspondências são entregues em caixas postais — cada morador aluga uma —, em Brazlândia. Há um posto policial instalado logo na entrada do povoado, mas os moradores quase não encontram agentes na sede ou circulando pelo lugar. Mesmo durante o dia, não há quem se arrisque a deixar a casa sozinha ou destrancada. “Para ir ao vizinho, a gente tem que ficar de olho, porque é questão de segundos para os bandidos entrarem e levarem nossas coisas”, contou a doméstica Fernanda Pereira da Silva, 26 anos.

Água ruim
A dona de casa Glória dos Santos:
A dona de casa Glória dos Santos: "Já nos cansamos do descaso de Goiás"

Na casa de Telma Antônia dos Santos, 50 anos, a água não é canalizada e, por não chegar às torneiras, precisa ser armazenada em caixas de fibra. “Morro de medo do mosquito da dengue e vivo tampando bem as caixas. Para beber água, a gente tem que colocar um remédio chamado hipoclorito, distribuído pelo Ministério da Saúde. O gosto é muito ruim”, disse.

A barragem que abastece as residências também é utilizada para lavar animais e para a diversão de jovens. Quem visita o local vê de longe inúmeras sacolas plásticas, maços de cigarro vazios, latas de cerveja e garrafas pet espalhadas às margens do reservatório. O comerciante Vicente da Costa, 52 anos, precisa passar pomada em todo o corpo depois de se banhar. “É só tomar banho que já começo a me coçar. Não deixo nenhum dos meus filhos chegar perto da barragem.” A Saneago, empresa de saneamento de Goiás, disse por meio de nota que a operação do sistema não é sua responsabilidade. A nota afirma ainda que “a Saneago, atendendo pedido da prefeitura, faz manutenção eletromecânica” e que tem “estudos preliminares para elaboração de projeto e implantação de sistema, dentro dos padrões técnicos que atendam e garantam o fornecimento de água potável”.

Ambulância
Telma Antônia dos Santos: para beber água, somente com hipoclorito - ()
Telma Antônia dos Santos: para beber água, somente com hipoclorito

Segundo o secretário de administração pública de Padre Bernardo, Salvador Duarte, o município se preocupa com a situação de Monte Alto, ao contrário do que alegam os moradores. Ele disse que o Ministério Público entrou com ação civil pública em 22 de abril deste ano por causa da falta de água tratada, e que a prefeitura tem cobrado soluções rápidas para o problema. Assim como Monte Alto, outros três distritos como Trajanópolis, Vendinha e Taboquinha estariam na mesma situação. Na próxima segunda-feira, a prefeitura tem reunião marcada com a Saneago para discutir a questão da água nessas áreas.

Outra reclamação recorrente é a falta de ambulância no posto de saúde. Os médicos atendem durante o dia, mas quem precisar ser levado para algum hospital tem de contar com a boa vontade dos vizinhos que tenham carro. Pelo gasto com gasolina, o frete sai por pelo menos R$ 40. Como Brazlândia é a cidade mais próxima, os moradores de Goiás sempre procuram atendimento no DF, o que contribui ainda mais para o inchaço na rede pública. “A maioria dos eleitores aqui transferiu o título para votar no DF. Já nos cansamos do descaso de Goiás”, desabafou a dona de casa Glória dos Santos, moradora da região há 17 anos. Segundo a secretária municipal de saúde, Fabíola Xavier, a ambulância foi retirada para atender pacientes de hemodiálise. “Eles fazem tratamento em Brasília três vezes por semana e, além de estar em situação mais grave, não têm condições de arcar com as despesas de transporte”, explicou. Outra ambulância para emergência, disse, já foi providenciada.

A comunidade twem se unido pela independência, mas a maior vontade é fazer parte do DF. Para alguns especialistas, a emancipação não seria a solução. Para alcançar a condição de município, o povoado precisa primeiro adquirir autonomia financeira, à custa do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Para tanto, é necessário também cumprir determinações mínimas previstas em lei, como apresentar potencial arrecadatório.

"Para ir ao vizinho, a gente tem que ficar de olho, porque é questão de segundos para os bandidos entrarem"
Fernanda Pereira da Silva, moradora

Personagem da notícia

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JESUÍNO CALDEIRAS QUINTAL, 74 ANOS, MORADOR DE MONTE ALTO
Natural de Coco, na Bahia, Jesuíno veio para Brasília em 1984. Instalou-se em Ceilândia, mas não passou muito tempo na cidade. Logo se mudou para Monte Alto. Ali, havia apenas um pedaço de terra e uns poucos barracos de tábua. Foi da agricultura que Jesuíno tirou e tira até hoje o seu sustento e o da família, composta por nove filhos, 19 netos e três bisnetos. Em Monte Alto, Jesuíno pode se considerar um fazendeiro. É dono pelo menos 10 chácaras espalhadas pelo povoado e se o tornou personagem mais conhecido entre os habitantes da região. Em 1987, ele lembra que muita gente chegou a morar em Monte Alto, mas, após a distribuição gratuita de lotes por um candidato a governador do DF à época, a maioria correu para se instalar em Samambaia em busca de um terreno. “ Chamaram até caminhão de mudança”, lembra. Para se corresponder com os familiares na Bahia, volta e meia o homem de barba aparada, chapéu e bota pega um ônibus para Brazlândia. Lá ele tem uma caixa postal. “Muita gente escreve para cá, mas não chega porque aqui não tem CEP, não tem rua. Não tem nada, mas eu gosto muito daqui. Ainda tenho esperança de que isso um dia vá melhorar. Se cortarem o mapa direitinho, todo mundo vai ver que estamos dentro do DF. Se der certo, vai ser uma boa”, analisou.